por Rogélia Heriberta

Diante das possibilidades tão extensas de inclusão a coluna Art Inclusiva irá apresentar aos leitores da Revista Digital Tendência Inclusiva a arte inclusiva de Rogélia Heriberta de Jesus com pinturas, desenhos, esculturas e fotografia.

 

Agradeço imensamente todo apoio da Revista Digital Tendência Inclusiva, pois decidimos por meio desse espaço mostrar o quanto a arte pode e vem através de décadas defender, apoiar e mostrar realidades da sociedade, as lutas, as memórias, os legados e as histórias... 

 

A Art Inclusiva Rogélia Heriberta quer contar junto com a Revista Digital Tendência Inclusiva o seu mundo, sua história, mostrar como se conquista, como se perde, como se aprende, como o servir, o aprender, o se dedicar a algo ou alguém coatribui para um mundo melhor. 

 

Rogélia é brasileira, nascida na Capital da República, Sud (de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias), artista plástica desde a infância, mesmo sendo autodidata, ilustrou  vários livros envolvendo aspectos sociais, conto-infanto juvenil, e outros a maioria do escritor J. Simões e Vera Lúcia Damásio, dentre eles, Gotas de Fantasia, Escada da Vida, Téo o Peixinho que Queria Voar, Priscylla, A Menina Sonhadora e outros. - As pinturas sempre nortearam Jesus Cristo, Família, fé, diversidade cultural, inclusão, e aspectos sociais em geral. Em 2014 o tema foi o "Olhar Inclusivo" que retratava fatos reais de esportistas paralímpicos, pessoas deficientes, e outras que lutam a favor da inclusão. Este ano de 2015 vem com uma nova exposição intitulada "Amai-vos Uns Aos Outros" envolvendo de forma abrangente as questões sociais que tanto a instiga a se mobilizar para defender. Sua técnica envolve uma arte realista, sendo ainda uma mistura surrealista e contemporânea, com cores vivas e vibrantes. A ideia é mostrar que todos os mundos por mais diferentes, são empolgantes, alegres e tem muito a ensinar.  

 

Rogélia também é graduada em artes cênicas; atriz; professora, fotógrafa voluntaria de eventos e associações inclusivas.

 

Art Rogélia Heriberta com a primeira história na Revista Tendência Inclusiva: em 2014, a revista a contemplou com uma entrevista exclusiva em que mostrava, sua história nas artes, sonhos e a sua dedicação e afeto ao esporte paraolímpico, sua formação como arbitra de rugby em cadeira de todas e suas pinturas a maioria envolvendo essa causa: http://www.tendenciainclusiva.com.br/#!roglia-heriberta/cfnj, por este motivo, apresentamos seu esporte favorito com Gigantes do Rugby em cadeira de rodas pela arte e entrevista que Rogélia Heriberta teve a honrosa de realizar com o Presidente da Associação de Esporte e Cultura Superação Paulo Santos - Gigantes Quad Rugby, também com a técnica Ana Ramkrape e com o atleta Bruno Damaceno representando toda equipe.

 

Art Inclusiva Rogélia Heriberta - óleo sobre tela 70X50 - 2015 - "Gigantes Quad Rugby" -

Esporte Paraolímpico Rugby em cadeira de Rodas - http://artrogeliaheriberta.blogspot.com.br/  

Conheça um pouco da história dos Gigantes Quad Rugby em uma entrevista feita com presidente Paulo Santos e depoimentos de integrantes da equipe:

 

 

Quem são os gigantes, de onde surgiu esse nome?

 

Os Gigantes é um grupo de amigos que praticam a modalidade Rugby em Cadeira de Rodas. Fui o primeiro presidente da ADEACAMP, um time de Rugby, depois me tornei o presidente da Associação de Esporte e Cultura Superação - Gigantes Quad Rugby  - convidado pelos atletas.

 

O que é o esporte Rugby em cadeira de rodas e como ele ajuda pessoas com deficiência?

 

É uma modalidade voltada para tetraplégicos e pessoas com, no mínimo, três membros prejudicados. Resgata a autoestima de pessoas com deficiência que sofreram vários tipos de acidentes, tira da marginalidade, mostra, por meio de exemplos, que a pessoa com deficiência pode praticar esportes, estudar, trabalhar, namorar, e viver apesar da deficiência. Vi no esporte a possibilidade de resgatar pessoas que iriam passar o resto de seus dias trancados em suas casas, mas que com o esporte, se  socializaram mudando suas vidas. 

 

Seus atletas recebem algum benefício ou patrocínio para seguir carreira? 

 

Na modalidade Rugby, por ser paralímpica, existe um bolsa fornecida pelo governos aos três primeiros colocados no campeonato brasileiro da modalidade. Com relação aos patrocinadores, hoje temos alguns doadores que nos apoiam com barra de cereais e esparadrapo, mas temos custos muito maiores, como viagens dos atletas para compromissos, uniformes, pneus, câmaras de ar, eixos de cadeiras, pois o Rugby é um jogo de muito impacto e muitos atletas perdem uma câmara de ar de suas cadeiras de rodas por treino por conta das batidas das cadeiras. Além das cadeiras serem caras, são importadas e tudo isso gera custo. Também seria adequado um bom lugar para os treinos que tivesse cobertura e boa infraestrutura, pois treinamos sob sol ou esperamos a chuva passar dificultando os treinos.

 

Rugby, jogo e atletas Gigantes:

 

A defesa e ataque, são as funções do Rugby, já as funções da defesa são os pontos baixos. Usam uma cadeira diferente da cadeira de ataque. Esta tem um gancho na frente para tentar prender a cadeira na cadeira do ponto alto, pois a ideia é prender o atleta de ponto alto para que ele fique travado. Os atletas ponto baixo, ou seja, de defesa são: Armando da Silva, Fabio Alves, Sandro Rocha, Washington Moura, Wellyton Ferreira, e os atletas ponto alto, ou seja, de ataque são: Adilson Ramos, Alexandre Giuriato, Bruno Dasmaceno, Fernando Abud e Miguel Soares.

 

 

Diante da dedicação de toda equipe ganhando vários títulos, vários campeonatos consecutivamente em 2014, apesar de todas as dificuldades eu, Rogélia, juntamente com a o apoio da Revista Digital Tendência Inclusiva decidimos estrear a coluna com uma arte do universo do Rugby. Como se sentem com essa homenagem?

 

Foi uma grande surpresa a indicação do Time Gigantes a escolha de nosso esporte e nosso time para a arte de Rogélia. Temos uma enorme gratidão pelo trabalho que desenvolve de arte inclusiva e  pelo apoio ao Rugby. Ganhar esse presente de estrear uma revista digital, que abre espaço para discutir o tema da inclusão de pessoas com deficiência, para nós é um privilégio, afinal  participar dessa ferramenta notória que envolve muitas pessoas com deficiência que hoje vivem no anonimato, faz com que elas tenham a oportunidade de conhecer atividades que possam participar, seja praticando esportes, estudando ou mesmo pela arte. É com muita gratidão realmente que recebemos esse presente!

 

Paulo, que mensagem gostaria de deixar aos leitores da Revista Digital Tendência inclusiva? 

 

Você esteja aonde estiver, busque se envolver e participar das politicas públicas de sua cidade. Nosso lema sempre foi "Nada sobre nós sem nós". Foi assim que chegamos até aqui e foi assim que inúmeras coisas vem mudando nas grandes cidades. O empoderamento das pessoas com deficiência pode mudar paradigmas da atual sociedade,  a mudança de conceito para quebrar preconceitos, buscar inclusão é se incluir e participar.

 

Depoimentos:

 

Atleta de ataque Bruno sobre o Rugby em sua vida: 

 

Há sete anos atrás o Rugby era muito novo para mim, era mais um esporte para recreação, hoje é um lazer porém se tornou trabalho. Muitos títulos me trouxeram alegrias, tanto com a Seleção Brasileira, como com o meu time Gigantes. Um dos melhores momento no Rugby que aguardo é a conquista do primeiro lugar no Campeonato Brasileiro de Clubes. Acredito também ser um bom momento o próximo Torneio Internacional: o Parapanamericano, em Toronto – Canadá. Para a pessoa com deficiência tudo parece muito difícil no começo, as vezes impossível. É complicado sair de uma situação confortável para enfrentar dificuldades impostas, como a falta de acessibilidade e, principalmente, falta de incentivo. Penso que o tamanho do obstáculo é inversamente proporcional ao tamanho da sua vontade, a sensação de uma conquista, mesmo pessoal ou de um título, nos faz lembrar que tem alegrias que vão além de qualquer deficiência. Meu maior sonho é participar de grandes torneios como mundiais como os Parapanamericano e as Paralimpíadas. É bom saber que estamos vivendo esse momento e que posso fazer parte logo mais. Me sinto orgulhoso das conquistas das Paralimpíadas no Brasil. Olho para trás e vejo toda a evolução, tanto pessoal quanto da modalidade no Brasil, por isso pretendo dar meu máximo até o evento, mesmo sabendo que teremos um grande trabalho.

 

Os Gigantes é o único time de Rugby que tem como técnica uma mulher. Vejam o que dizem sobre isto:

 

Paulo Santos sobre a técnica Ana Ramkrape:   

 

Nós do Gigantes estamos com a Ana desde da fundação da Associação, ela entrou como preparadora física, cresceu com os atletas e com o time, foi convocada para a Seleção Brasileira, viajou para fora do país, aprendeu, evoluiu, e se tornou nossa técnica por mérito próprio, por sua imensa capacidade tem meu total respeito e de todos os atletas,  afinal dentro de quadra ela é quem manda.

 

Ana Ramkrape sobre atuar como técnica no Os Gigantes: 

 

O técnico, principalmente de alguma modalidade adaptada à deficientes, tem que saber muito mais que táticas e técnicas. Eu costumo dizer que antes de estudar sobre o esporte, o técnico tem que conhecer muito sobre o tipo de deficiência que é englobada, e essa é a verdadeira graça de trabalhar com o esporte adaptado. A deficiência é como um registro individual, com particularidades, um mundo a ser desvendado. Minha dedicação ao Rugby é para o Time Gigantes e para a Seleção Brasileira, com o time acaba sendo maior. Além dos planejamentos dos treinos, da montagem das estruturas diárias de treino, tem todo um trabalho de montagem e desmontagem dos atletas em cada treino, colocar e tirar todos os aparatos de proteção que todos utilizam é um trabalho árduo, mas tem uma recompensa inigualável. É um dos meus maiores orgulhos ter conquistado esse espaço, principalmente em uma sociedade que ainda vive às sombras do machismo. É uma modalidade que comporta praticantes mulheres, mas ainda há uma predominância de homens, e no Brasil existem apenas 2 mulheres praticantes. Além de ser a primeira mulher técnica, sou a primeira mulher a ocupar Equipe Técnica da Seleção Brasileira. O conselho que eu daria é que, dedicação e respeito são as grandes chaves do sucesso, a dedicação a modalidade em si, porque é estruturada em esquemas técnico e táticos incomuns à cultura brasileira. Respeito mútuo entre os atletas e os profissionais que trabalham na área, e para a mulher conquistar seu espaço no meio de tantos homens, precisa respeitar-se e impor os seus limites do respeito.

 

Para conhecer um pouco mais do trabalho dos Gigantes Quad Rugby acesse:

 

Site: http://aecsgigantes.wix.com/gigantes

Fanpage no facebook: https://www.facebook.com/pages/Rugby-em-Cadeira-de-Rodas-Gigantes/

 

 

 

 

por Rogélia Heriberta

 

Fotos do acervo do entrevistado e da artista Rogélia Heriberta

Revisão: Adriana Buzelin

Galeria de Fotos Art Inclusiva por Rogélia Heriberta

 

Ano 1:

Os Gigantes do Rugby em Cadeira de Rodas

Amor de Irmãos

com os filhos de Rogélia Heriberta

Voo Inclusivo

com Evinho Bezerra

Vida e Alegria

com Alan Mazzoleni

Um Mergulho na Inclusão

com Adriana Buzelin

Arte, Incluir, Amor Eterno

com Gelzimar Borges

Tendência Inclusiva

Aniversário de 1 ano!

Autismo - Além do Horizonte

com Bruno Caruso

Ano 2:

Selo - Acessibilidade

com Scott Rains

O Triunfo das Escolhas Inclusivas

com Samanta Bullock

Desafios e Conquistas

com Aline Cabral

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