Diego Luis

e a moda inclusiva fashion.

 

Ganhador do 1º lugar com três looks inclusivos no 2º Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva em Florianópolis no ano passado, Diego Luis começa a escrever sua trajetória no universo da moda mostrando que a moda inclusiva também pode ser fashion. 

Beatriz Schussler e Diego Luis

Foto: Kica de Castro

Como começou sua vontade de ser tornar estilista?

 

Meus anseios profissionais desde cedo se inclinaram para o design e as áreas criativas. 

Na verdade quando comecei a cursar a universidade não sabia ao certo o que esperar da área têxtil, pois não tinha conhecimentos específicos sobre este mercado. Porém com o avançar do curso percebi que na moda pude encontrar a vasão de meus anseios criativos e uma consequente satisfação profissional. Hoje percebo um grande amadurecimento em mim como profissional.

 

Como encara a moda inclusiva e porque resolveu fazer parte dela?

 

A moda inclusiva é um nicho de mercado pouco comentado e explorado, está fora das grandes mídias e das grandes publicações de moda. Eu encaro a moda inclusiva não como um produto a parte das tendências de moda, pois o público alvo apesar de ter especificações quer se sentir parte do universo comum a todos as outras pessoas e a roupa também deve refletir isto. Como o próprio nome diz, é uma moda que deve incluir e não diferenciar.

 

Você ganhou 1º lugar com três looks inclusivos no 2º Prêmio Catarinense de Moda Inclusiva em Florianópolis, me fale como confeccionou seus looks e como foi, para você, esta premiação?

 

Já participei de outros concursos de moda voltados a outros segmentos, e percebo que cada um é um desafio diferente, que me força a por a criatividade e o conhecimento adquirido em prática. São noites viradas trabalhando até tarde para confeccionar as peças. Cada novo aprendizado trás crescimentos profissionais e pessoais. 

 

Neste último concurso que participei os três looks possuíam estampas exclusivas, que eu próprio desenvolvi, pois além de estilista sou designer de estampas. Para confecciona-los tive que conhecer a especificidade de cada modelo que desfilou as peças, para que a modelagem se adequasse as necessidades específicas de cada uma, sem deixar as tendências de moda atuais de lado. Este foi o grande desafio.

 

É a segunda vez que participo do concurso Moda Inclusiva. A primeira vez que participei fiquei em 3° lugar, porém percebi que foi algo que me atraiu particularmente e que era possível eu me superar, e foi exatamente o que aconteceu. 

Claudia Pacheco, Diego Luis, Beatriz Schussler e Ana Paula Koch de Bona

Foto: Carlos Alberto Alves

Nos conte das suas impressões do futuro da moda inclusiva?

 

No Brasil o mercado de moda inclusiva anda a passos lentos, é preciso que seja percebido que as pessoas que usam estas roupas querem estar vestidas como o consumidor comum, querem ter acesso às mesmas tendências e estilos de roupa. Acredito que seja este o grande desafio dos estilistas que trabalham com moda inclusiva, fazer roupas com especificações de modelagem e vestibilidade, mas que atendam este gosto por moda e estilo. Não adianta pensar somente na acessibilidade e esquecer as tendências de moda.

Beatriz Schussler e  Diego Luis

Foto: Carlos Alberto Alves

Quem é Diego Luis, o que pretende e o que pode deixa como recado para Tendência Inclusiva?

 

Acredito que eu ainda seja um profissional que tem muito a aprender e crescer, mas percebo uma enorme dificuldade para conseguir apoio das empresas aqui do estado de Santa Catarina, que dificilmente apoiam novos profissionais que querem se lançar no mercado com algo novo. Quero montar minha própria marca, com foco na estamparia. Este ano irei terminar meu curso de graduação de design e pretendo explorar novos horizontes. A moda é minha paixão e onde encontro minha realização profissional. 

Fotos: Acervo do Artista

Kica de Castro

Carlos Alberto Alves

por Adriana Buzelin em 15/03/2015

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