por Rogélia Heriberta

Diante das possibilidades tão extensas de inclusão a coluna Art Inclusiva irá apresentar aos leitores da Revista Digital Tendência Inclusiva a arte inclusiva de Rogélia Heriberta de Jesus com pinturas, desenhos, esculturas e fotografia.

 

 

 

 

Os Desafios e Conquistas de Aline Cabral, tenista em cadeira de rodas.

 

 

 

 

Aline de Oliveira Cabral, tem 30 anos e está em uma cadeira de rodas, após  uma queda  da laje. Formada em serviço social, é também atleta paralimpica de tênis de quadra, e modelo fotográfico e de passarela do Fashion Inclusivo - DF.

 

Como você encara a paraplegia?

 

Aos 15 anos, no auge da minha adolescência, subi com uma amiga na laje de casa para tomar sol e tive um mal súbito, causado por uma dieta que estava fazendo. Sem perder tempo, encostei-me à janela para encontrar apoio, mas acabei desmaiando e caí lá de cima. Meu irmão, que não estava preparado com uma situação de resgate, ao me ver ali, no chão,  pegou-me no colo e me levou ao hospital, sem o correto procedimento de imobilização. Conclusão: fraturei a coluna na altura da L1 e lesionei a medula na altura da T12.  Saí da internação sem os movimentos dos membros inferiores. Paraplegia era o meu diagnóstico.

 

Como foi a adaptação a este novo estilo de vida?

 

Minha recuperação levou um ano. Neste período percebi que precisava trabalhar e consegui meu primeiro emprego em uma universidade. Aos poucos, fui reconquistando minha autoestima e minha independência. Antes, minha mãe fazia tudo por mim, inclusive me dar banho e me vestir. Assim que consegui a tão sonhada independência, perdi minha mãe. Foi um tempo muito difícil, cheio de incertezas e dores, mas graças a Deus, consegui superar. Hoje moro com meu filho pequeno e sou independente. 

 

E o Tênis em Cadeira de Rodas, como surgiu em sua vida?

 

O tênis é um esporte individual e para praticá-lo necessito apenas de uma cadeira de tênis específica, uma boa raquete, uma quadra e um professor. É um esporte  que exige muita técnica, por isso para chegar ao mesmo nível das competidoras de ponta e participar dos campeonatos nacionais e internacionais é necessário muito treino. Uma vez preparado, basta ao atleta estar federado e confederado na CBT. Vale salientar que a maioria dos campeonatos de tênis em cadeira de rodas, no Brasil, é de nível internacional e são estas competições que classificam os atletas para os mundiais e para a paralimpíada. A cada rodada de um torneio, pontos são acumulados e a somatória final classifica ou não o atleta.

 

E os apoios? Você tem?

 

Tenho alguns apoios: há alguns anos, o Instituto Sabin fornece  recursos para inscrições nos campeonatos.Sou muito grata e tenho orgulho de vestir esta camisa. Também agradeço ao apoio do Upnutri que fornece os suplementos necessários para meus treinos. Ainda faltam empresas que ajudem a custear as viagens, os transportes e os treinamentos.

 

 

 

 

 

Qual sua maior motivação?

 

Minha motivação vem da satisfação pessoal, do desafio. Nada é mais gratificante do que olhar para tudo que passei e dizer: até aqui o Senhor me ajudou. Consegui vencer!

 

Você é feliz?

 

Sou muito feliz, apesar das dificuldades que passo todos os dias, como falta de acessibilidade e despreparo das pessoas para lidar com deficientes, dentre outras intempéries. Sou muito abençoada por Deus e consegui concretizar meus desejos.

 

O que mudaria no mundo?

 

Se tivesse o poder de mudar algo, com certeza, mudaria o preconceito, a pobreza e o individualismo, pois são um dos maiores motivadores da desigualdade e das guerras. Plantaria mais amor, mais perdão, mais Deus nos corações. Em relação à inclusão do deficiente, precisamos de, em primeiro lugar, mais acessibilidade, pois não tem como colocar projetos sociais que visam inclusão social, em prática, sem o ambiente estar devidamente adaptado. Infelizmente, para que isso aconteça são necessárias mudanças drásticas na visão do Estado, dos gestores e dos empresários. 

 

Gostaria de deixar uma mensagem os leitores da Revista  Digital Tendência Inclusiva?

 

Acredito que, independentemente da situação em que estamos e das nossas dificuldades, nada é impossível àquele que crê. Corra atrás do seu sonho e ele se realizará. Como inspiração  as leitores, compartilho o seguinte pensamento: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez".  (Thomas Edson)

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Desafios e Conquistas

Grafite

50x70

Espero que tenham gostado!

 

Aguardo sugestões de esportistas que fazem a diferença para compor nossa galeria de Art Inclusiva!

 

por Rogélia Heriberta em 25/02/2016

 

Fotos do acervo do entrevistado

Revisãoo: Sílvio Carvalho

Galeria de Fotos Art Inclusiva por Rogélia Heriberta

 

Ano 1:

Os Gigantes do Rugby em Cadeira de Rodas

Amor de Irmãos

com os filhos de Rogélia Heriberta

Voo Inclusivo

com Evinho Bezerra

Vida e Alegria

com Alan Mazzoleni

Um Mergulho na Inclusão

com Adriana Buzelin

Arte, Incluir, Amor Eterno

com Gelzimar Borges

Tendência Inclusiva

Aniversário de 1 ano!

Autismo - Além do Horizonte

com Bruno Caruso

Ano 2:

Selo - Acessibilidade

com Scott Rains

O Triunfo das Escolhas Inclusivas

com Samanta Bullock

Desafios e Conquistas

com Aline Cabral

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