Cris Gunther

sensibilidade e amor ao próximo

 

Sensível e apaixonado pelo que faz,  Cris é um artista musical e um ator americano. O seu single, "Never Give Up" (Nunca Desista) foi escolhido por Madonna para ser uma das atrações diárias de sua iniciativa global de cunho artístico: #artforfreedom. "Never Give Up" foi a primeira canção/video clipe a ser selecionada entre milhares de obras de art inspiradoras e provocadoras. Suas canções abordam a importância da união e amor ao próximo no mundo. O despertar da consciência para um mundo melhor. 

Foto: Nelson Simões.

Cris Gunther também foi escolhido para se apresentar no SongWriter's Hall of Fame Showcase (Hall da Fama de Compositores) em Nova York, pelo primeiro empresário de Lady Gaga e Lana Del Rey, o Bob Leone (Lady Gaga participou de um outro evento semelhante, antes de atingir o estrelato). Cris foi treinado por Don Lawrence, instrutor vocal de estrelas cuja lista incluem Christina Aguilera, Lady Gaga, Bono Vox e Mick Jagger. Clicado também por Steven Meisel, fotógrafo mundialmente reconhecido, numa edição da revista Vogue Itália, e atuou em um filme da TV americana e nos comerciais (VerdeMar e Drogaria Araújo) da TV brasileira.

 

Cris Gunther vem sendo promovido por uma das rádios pop mais ouvidas do país, a Joven Pan, e já ficou em 1° lugar nas paradas pop de Belo Horizonte pelo Reverb Nation, entrou no Top 5 nacional, e gravou uma performance para a franquia da música internacional, Balcony TV, que tem visto artistas famosos, como Mumford & Sons, Ed Sheeran, The Script, Jessie J and Kimbra gravaram os episódios antes de lançar internacionalmente. O próximo projeto do Cris Gunthes, o álbum, ANCHOR AND WINGS (Âncora e Asas), foi financiado pelo Kickstarter (a maior plataforma mundial de arrecadação de fundos para projetos criativos) e têm lançamento previsto para o segundo trimestre de 2015.

 

E na entrevista dada para Revista Digital Tendência Inclusiva, Cris Gunther nos conta um pouco sobre sua carreira, sua trajetória e seus objetivos.

 

 

Como nasceu a vontade de ser músico e ator, quais foram suas influências?

 

Meu pai era um cantor profissional de country e pop. Ele fez aberturas para muitas estrelas de country na região nordeste dos Estados Unidos. E minha mãe amava música de soul e r&b, e era uma dançarina amadora que ganhou muitas competições de talento. Então, eu me apaixonei pela arte da performance, e também comecei a dançar em boates, concursos de talentos e eventos artísticos e culturais quando eu tinha oito anos de idade. Fazer performances aconteceu muito naturalmente para mim. Acho foi genético. A atuação veio mais tarde, depois que mudei para Nova York, onde eu morei por metade da minha vida antes do Brasil.

 

Nos fale um pouco de sua trajetória aqui e fora do Brasil?

 

Em Nova York eu lancei meu primeiro disco em 2007, chamado "Fall Into The Open", antes de mudar para o Brasil. Naquele projeto eu trabalhei com Fab Dupont, que co-produziu e mixou a canção da Shakira, "Waka Waka" (a canção tema da Copa do Mundo 2010 do África do Sul), e ele foi o engenheiro de mixagem para Jennifer Lopez e Marc Anthony em dois dos seus álbuns. Fab Dupont também foi três vezes indicado ao prêmio Grammy por seu trabalho com Toots & the Maytals e Kirk Whalum, e o vencedor de duas premiações de música na África do Sul (SAMAS), pela música da banda Freshlyground- "Radio Africa". Eu também co-escrevi uma canção com Mic Murphy, o vocalista da banda americana famosa nas décadas de 80 e 90, The System, que escreveu o hit americano Top 5 de pop-r&b, "Don't Disturb This Groove". Eu fui escolhido também para me apresentar em um Songwriters Hall Of Fame (Hall da Fama de Compositores) em Nova York, pelo primeiro empresário de Lady Gaga e Lana Del Rey, o Bob Leone. Aqui no Brasil eu produzi meu primeiro musical de rock no Palácio das Artes, "Anchor And Wings:: O Nascimento de um Novo Homen", fiz muitos shows com a rádio Jovem Pan, e atuei em duas propagandas de TV para o supermercado Verdemar e a Drogaria Araujo.

 

Vinicius Rocha, Luã Linhares, Cris Gunther, Leonardo Clementine e Luciano Soares.

Foto: Nina Lana 

 

Porque escolheu o Brasil para morar e divulgar sua carreira?

 

Depois de Nova York, eu precisava de uma mudança profunda na minha vida. E essa ideia de morar no Brasil tinha sido um sonho meu, desde que eu tinha oito anos. A possibilidade de trabalhar no Brasil e colaborar com artistas brasileiros realmente me animou muito naquele momento... Depois que eu soube que era necessário deixar Nova York para minha saúde e inspiração criativa como músico e ator, o próximo passo lógico era se mudar para Los Angeles para continuar minha jornada profissional lá. Mas eu me sentia vazio. Minha alma estava em busca de aventuras e desafios. Eu queria me sentir inspirado como uma criança vendo todos os detalhes do mundo com novos olhos. Eu queria sentir medo, tomando um grande risco com o potencial de falhar e cair, sem uma rede de segurança. O Brasil foi essa chance. Depois que eu decidi, eu sabia que a Brasil seria a porta de entrada para minha evolução artística e para a minha transformação espiritual.

 

Nos conte como surgiu o single "NEVER GIVE UP"?

 

No primeiro momento, a canção "Never Give Up" nasceu como uma mensagem para mim mesmo, para subir acima da tristeza e os vícios contra os quais eu lutei a maior parte da minha vida. Eu estava perdido e quebrado por muito tempo. Mas, como as letras e melodias começaram a ser formadas e desenvolvidas, eu, naturalmente, comecei a refletir sobre todas as nossas lutas humanas. A vida é uma batalha, e eu queria criar algo eterno que poderia inspirar outras pessoas a seguir em frente, para trabalhar mais, e para superar todas as dúvidas e traumas, passados, presentes e futuros.

 

 

"Calling all children of the revolution~~ Unite, organize and fight against the corruption of the spirit, the mind, the body and the soul! If we lie down for the white lies of harmony, then we can't stand tall for the dark truths of recovery!! 

 

No apologies, no regrets... 
NEVER GIVE UP, Brazil, Egypt, Turkey, Palestine, Syria, Blacks, Women, Gays, Poor People, Children!" -
Cris Gunther
 

Como você enxerga a diversidade e a necessidade de inclusão na sociedade? A ajuda que devemos dar aos desastres mundiais e como devemos agir para melhorar nosso mundo.


Enquanto todos os nossos objetivos e desejos individuais são válidos, merecem atenção e devem ser prosseguidos, não devemos esquecer o sofrimento de outros seres humanos. Quando um de nós está sofrendo ou sendo abusado ou esquecido, todos nós estamos. A espécie humana como um todo não pode sobreviver sem o outro. As almas mais fracas ou mais frágeis precisam de carinho e orientação e apoio das almas mais fortes ou mais desenvolvidas. No final do dia, nossos julgamentos e egoísmo estão apenas prejudicando a nós mesmos e limitando nossas evoluções. Precisamos lembrar constantemente a nós mesmos para ver o grande quadro da vida e tratar uns aos outros como queremos ser tratados. Para amar uns aos outros como irmãos e irmãs na nossa grande família humana. Porque todos nós temos nossos pontos fortes e fracos. E, sempre podemos aprender algo positivo do outro. Ninguém é melhor que o outro. Mas temos que ser abertos e estar dispostos a estender a mão quando surge a necessidade. E isso vai agregar valor a todas as vidas, e fazer a felicidade ter uma presença mais constante, em vez de um vício fugaz, consumista que precisa ser constantemente comprado ou vendido. Nossas diferenças fazem-nos fortes, e nós somos muito mais fortes quando estamos trabalhando juntos, em vez de uns contra os outros. Suponho que o meu ponto é que precisamos ter compaixão um pelo outro, e de sentir empatia pelo sofrimento de cada pessoa. E essa energia pode mover montanhas, abrir os mares, e mudar o mundo como nós o conhecemos. 

 

 

Foto: Humberto Teixeira

 

Quem é Cris Gunther e que recado você deixa para Revista Digital Tendência Inclusiva.

 

Eu sou uma pessoa muito sensível e empática. Eu entendo a escuridão e a dor muito bem. E eu conquistei muitos dos meus próprios demônios pessoais. Meu objetivo agora é fazer tudo o que que puder para ajudar ou inspirar outras pessoas a se elevar acima dos medos delas, e de acreditar em si mesmas, as suas potencialidades e os seus sonhos. Porque sem amor próprio e sem os nossos sonhos, somos como navios perdidos no mar procurando o que já está profundamente dentro de todos nós. Nós apenas precisamos de ter a coragem de procurar a verdade do amor puro e seguir a luz onde ela quer nos levar. Porque eu realmente acredito que nós não estamos sozinhos no universo ou nessa realidade. E todos nós temos um papel para preencher e um propósito para viver.

 

 

Conheça mais Cris Gunther e escute suas canções:

 

Site: http://crisgunther.com/ 

Fotos: Arquivo do Entrevistado

 

 

por Adriana Buzelin em 25/06/2015

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