por Rogélia Heriberta

Diante das possibilidades tão extensas de inclusão a coluna Art Inclusiva irá apresentar aos leitores da Revista Digital Tendência Inclusiva a arte inclusiva de Rogélia Heriberta de Jesus com pinturas, desenhos, esculturas e fotografia.

 

 

Nesta edição Rogélia Heriberta retrata o músico e cantor Bruno Caruso.

 

 

Quem é o cantor Bruno Caruso?

 

Eu sou músico, tenho 21 anos  e estou fazendo faculdade de Música.

 

O que gosta de fazer nas horas vagas?

 

Nas minhas horas vagas, eu canto, toco violão e teclado. Entro no Google para fazerumas pesquisas, ouço música e vejo videos no youtube, gosto de teatro, cinema.

 

Você estuda, trabalha?

 

Eu não trabalho. Eu estudo, faço curso de Licenciatura em Música da UNIS - EAD - MG.

 

Bruno como vê a música em sua vida?

 

Eu gosto de música desde pequeno, eu ouvia Claudinho e Buchecha, músicas de artistas infantis. Depois sertanejo, samba pagode, tenho muitos discos e coleções completas doa artistas que gosto. Em 2008 comecei a fazer aulas de música com a minha professora Andréia Tozzo, teclado, violão e bateria. Fiz aulas de canto com minha professora Carol Blumer também.Depois disso nunca mais parei. Agora canto e gravo musicas de pop rock em meu home studio.

 

Bruno, quais são feitas as suas escolhas com as músicas que canta? Existe alguma afinidade sua com essas músicas? De que forma os músicos o inspiram?

 

Agora estou tendo também aulas de produção musical com meu professor Ricardo Domingues que é meu produtor musical tambem. Gravei um CD solo com musicas de minhas bandas e artistas  preferidos. Skank, Capital Inicial, Jota Quest (que eu gosto muito). Legião Urbana, Lulu Santos e também alguns artistas internacionais como Queen (a banda preferida de meu pai) inclusive gravei duas musicas deles: Bohemian Rhapsody e We are the Champions. Também gosto de Elton John e outros.

 

Inês Amália, como você enxerga o autismo em nossa sociedade? Acredita que precisamos promover mais informações sobre a capacidade e dificuldades enfrentadas pelo autista?

 

O diagnóstico de autismo compreende uma ampla alteração no desenvolvimento infantil que se manifesta geralmente entre os 18 e os 36 meses de idade. Essa alteração, que pode ocorrer em diversos graus, ocasiona dificuldades no processo de comunicação, retraimento social, restrição de interesses, alterações sensoriais e perceptivas, além de comportamentos estereotipados que podem perdurar ao longo do tempo, determinando um quadro de desenvolvimento atípico. Mais que um simples diagnóstico, é a constatação da condição de uma criança que precisa ser ajudada e de sua família, que precisa ser capacitada, para saber lidar com a situação da melhor maneira. Assim, é possível iniciar os trabalhos e todo um processo de vida para que venham as primeiras conquistas, sempre superando as dificuldades e abrindo, a cada passo, um mar de novas possibilidades. A falta de tratamento adequado, diagnóstico precoce compromete o processo de independência pessoal e acaba por desorganizar todo o sistema familiar e social do individuo. Daí a necessidade de desenvolver um trabalho interdisciplinar continuado, cada um possui características próprias que quando entendidas e seguidas corretamente tem uma grande possibilidade de uma boa evolução.

 

Crianças com quadro de autismo que recebem atendimento precoce apresentam melhoras significativas, desenvolvem a linguagem,ou uma comunicação alternativa, integram-se ao meio ambiente, freqüentam escolas e, quando adultas, perdem grande parte das características de autista conseguindo, então, se integrar socialmente. Politicas públicas ainda precisam ser aprovadas para que essas crianças tenham um atendimento especializado em centros especializados com equipe multidisciplinar e uma capacitação de escolas, professores e conscientização das pessoas diante das neurodiversidades para acontecer uma inclusão efetiva . Assim, falar em inclusão da criança autista significa compreender suas dificuldades, permitir que ela faça parte da sociedade, contribuir para que sua participação social ocorra.

 

Inês Amália, como você acredita ser necessária a participação dos pais na formação de filho com autismo?

 

Os pais serão as pessoas mais importante nesse processo. Por isso, estude, informe-se, atente-se, observe. Busque compreender como a sua criança se comporta, age, enfim, como ele ou ela "funciona". Com certeza a tarefa não será fácil, é preciso muita paciência e tolerância para enfrentar o dia-a-dia. Mas, cada pequena conquista trará a força que precisamos para seguir adiante.

 

Ajude o médico do seu filho, observando e registrando cada pequeno detalhe dessa longa jornada. Você, pai e mãe, serão os primeiros mediadores entre o seu filho e a família, a escola e a sociedade Por isso, lutar pelos seus direitos e buscar as informações que nos habilitam para cuidá-los são atitudes muito importantes.

 

Entenda que o ambiente e o seu esforço podem tornar "possível" aquilo que era tido como "impossível". Busque profissionais que topem este desafio, o importante é que todos nós doemos o melhor que podemos oferecer. Avalie todo o processo, faça parceria com a escola, com os coordenadores, encontre um "personal amigo", pois este será uma peça importante no processo de socialização dentro da escola. Traga todos para dentro de sua casa, não espere pelo convite e iniciativa dos outros. Faça você mesmo aquela festinha que ele não é convidado, os amigos que ele não consegue fazer, e assim por diante.

 

O tempo passa rápido demais. Encontre no seu filho as suas habilidades escondidas, pois será através delas que ele irá se destacar, criar autoconfiança, até o momento em que, aos poucos, você vai saindo de cena ao passo que ele adquire autonomia. Não importa até onde você vai, o que importa é que fez o melhor que pôde.

 

Bruno, que mensagem ou mesmo uma música, sua história gostaria de deixar ao leitor da Revista Digital Tendência Inclusiva, a seus pais, amigos?

 

Caros amigos, mesmo com algumas dificuldades , nunca desista do que você gosta. Eu nunca vou desistir da Música que é a  minha vida.

Para conhecer meu trabalho este é meu canal no You tube: https://www.youtube.com/channel/UCKlbObZ-tBWM5cPxTFALebQ

 

Sua história será retratada por mim Rogélia Heriberta por uma outra arte, a pintura dentro da coluna Art Inclusiva da Revista Digital Tendência Inclusiva. Você fará agora parte de nossa história e acervo para sempre. E o que você e sua mãe acham disso?

 

Eu e minha mãe ficamos muito felizes e obrigado pela oportunidade.

Autismo, Além do Horizonte 

Grafite e Aquarela 

70x60

 

por Rogélia Heriberta

 

Fotos do acervo do entrevistado

Espero que tenham gostado!

 

Aguardo sugestões de esportistas que fazem a diferença para compor nossa galeria de Art Inclusiva!

Galeria de Fotos Art Inclusiva por Rogélia Heriberta

 

Ano 1:

Os Gigantes do Rugby em Cadeira de Rodas

Amor de Irmãos

com os filhos de Rogélia Heriberta

Voo Inclusivo

com Evinho Bezerra

Vida e Alegria

com Alan Mazzoleni

Um Mergulho na Inclusão

com Adriana Buzelin

Arte, Incluir, Amor Eterno

com Gelzimar Borges

Tendência Inclusiva

Aniversário de 1 ano!

Autismo - Além do Horizonte

com Bruno Caruso

Ano 2:

Selo - Acessibilidade

com Scott Rains

O Triunfo das Escolhas Inclusivas

com Samanta Bullock

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